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Como tudo aconteceu...

Em março deste ano, mas precisamente no meio do mês, o presencial começou a ser controlado. Muita gente foi pega de surpresa, se bem que a pandemia era uma surpresa anunciada e muito possível. Então, médicos, terapeutas, escolas, academias e afins começaram a criar novos protocolos e uma decisão implícita pairou sobre nós: vamos ter que mudar nosso comportamento, pelo menos por um tempo. Isolamento e quarentena se tornaram o sinônimo de adiamento. Quando tudo isso passar a gente volta a ativa, volta ao normal, volta. Eu estava com um longa que finalmente ia sair depois de 10 anos e com outro a beira de estrear. Ambos adiados. Lógico que a sensação de perda aconteceu, mas não por muito tempo. Pensei: o pior, pelo menos para mim, já tinha acontecido. E aí vamos esperar o ritmo da sociedade voltar a nos movimentar ou vamos nos movimentar por conta própria? Como eu queria fazer um podcast de ficção há tempos, decidi que aquela era a hora. O tempo assistindo a noticiários nacionais e de fora, fizeram com que a história policial, que eu já havia escrito, fosse pra gaveta e TdVaiFicar nascesse. Por que não pegar o que de fato está acontecendo, as pesquisas, previsões científicas, sentimentos, atitudes e escrever sobre isso? A história veio e o único canal que poderia suportar tal cenário seria o áudio. Na hora lembrei que anos atrás, quando trabalhei no SBT adaptando uma radionovela da Janete Clair, tive contato com a transcrição dos roteiros. Será que o vintage seria o novo in? Foi e tem sido uma aventura que eu não conseguiria tirar do papel sem esse elenco iluminado com suas performances incríveis, e sem uma equipe amorosa e comprometida em produzir nesses tempo de adversidade. Quando nós fizemos nossa coletiva de impressa virtual, um jornalista perguntou como íamos monetizar. Na hora lembrei de um velho filme do Kevin Costner, chamado Field of dreams (Campo dos sonhos), onde ele construía um campo de beisebol no meio de um milharal. O lugar era distante de tudo, sem times, aparentemente sem público, enfim parecia irracional e como é que ele ia “monetizar” aquilo? A resposta era de um otimismo ingênuo: construa o campo e eles virão. Traduzindo para o nosso amado português: se a história for boa, o público ouvirá. Posso estar sendo também uma otimista ingênua, mas acredito que é hora de apostar na ficção em áudio. Eles ouvirão.


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